Aletria: Revista de Estudos de Literatura - Qualis B1

Membro há

2 anos 1 mês
Instituição
Universidade Federal de Minas Gerais
Outras Informações
A Aletria: Revista de Estudos de Literatura é um periódico trimestral, com avaliação de pares, mantido pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil) desde 1993. Tem como missão fomentar a produção acadêmica sobre Estudos Literários e Culturais, permitindo a pesquisadores do Brasil e do exterior divulgarem suas pesquisas e contribuírem para o debate na área.
A revista Aletria aceita, em fluxo contínuo, artigos inéditos em sua especialidade: ensaios sobre estudos literários e culturais e resenhas e recensões críticas de obras literárias e de obras científicas na área de literatura e teoria literária.
Não se cobra dos autores pela publicação.

Aletria v. 31, n. 3 (jul.-set. 2021) – Trânsfuga: migração e transgressão na literatura

Organizadores: Sabrina Sedlmayer (UFMG), Georg Otte (UFMG).

Tomando como ponto de partida a reflexão sobre a migração entre grupos, classes, níveis sociais e hierárquicos, este número da Aletria convida a todas e a todos a submeterem os seus trabalhos e participarem do Dossiê que pretende pensar amplamente a questão da mobilidade no tempo presente e em termos transdisciplinares.

Para tanto, parte da definição do termo, dicionarizado na língua portuguesa, que negativamente apelida o trânsfuga como "traidor", "desertor", "aquele que em tempo de guerra foge das suas fileiras", e propõe ampliá-lo ao considerar não somente os movimentos em termos de mobilidade social (ascendente ou descendente), mas também em dimensões espaciais, na arte, na arquitetura, no cinema, na internet, como também relacionado à questão pessoal e identitária, das escolhas sexuais.

O teórico francês Pierre Bourdieu, conhecido por ter cunhado conceitos como “capital cultural (ou simbólico)” e “habitus”, recorreu ao termo “trânsfuga (de classe)” para falar daqueles que fogem não apenas de sua classe social, mas que também “traem” expectativas culturais numa difícil migração entre classes sociais e profissionais, entre gêneros e identidades sexuais, enfrentando todo tipo de constrangimento no plano psicológico. Como fenômeno psicossocial, o/a trânsfuga é uma figura literária por excelência, uma vez que transgride e questiona os “habitus” sociais existentes.

A tarefa deste número é tentar criar novas camadas de sentido para este termo e alargá-lo através das representações "trans" que os discursos literários e artísticos são capazes de arejar e de criar.
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ISSN
23172096