Nau Literária - Qualis A2

Membro há

2 anos 1 mês
Instituição
Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Outras Informações
CHAMADA VOL. 17, N. 1 (2021)
CLARICE LISPECTOR: ILUMINAÇÕES PARA O TEMPO PRESENTE
Organizado por Cinara Ferreira e Rejane Pivetta
O ano de 2020 marca uma das mais comemoradas efemérides literárias: o centenário de Clarice Lispector, ocorrido em 10 de dezembro. Inúmeros eventos acadêmicos em todo o Brasil e fora do país, filmes, peças teatrais, exposições e edições especiais de seus livros reafirmam o quanto a escrita e a figura enigmáticas de Clarice Lispector ressoam em nosso tempo, surpreendendo-nos com sua forma particular de desvelar o mundo. A autora de mais de 30 obras, traduzidas em diversos idiomas, tem como uma de suas marcas inconfundíveis o desvelamento do sensível. Seus romances, contos, crônicas, cartas, ensaios e entrevistas mostram o mundo a partir de um olhar voltado para a indagação dos mistérios da existência de todos os seres, humanos e não humanos, nas situações mais cotidianas e imponderáveis. A escrita de Clarice Lispector desafia classificações, deixando para a crítica a tarefa de produzir análises que não incorram em mitificações e categorizações teóricas redutoras da potência ética e estética de sua literatura. Nesta edição, a revista Nau Literária convida estudiosos e pesquisadores a propor artigos que revisitem a singularidade de Clarice Lispector, trazendo à discussão aspectos de sua obra iluminadores das inquietações do tempo presente.
Serão aceitos artigos para a Seção Livre e Resenhas.
Prazo de submissão: 8 de março de 2021
ATENÇÃO: Não serão considerados para esta edição artigos submetidos a partir de 5 de fevereiro que não sejam destinados à temática do Dossiê.

CHAMADA VOL. 17, N. 2 (2021)
O ESTRANGEIRO NA LITERATURA CONTEMPORÂNEA: CORPOREIDADES
Organizadoras:
Cimara Valim de Melo (IFRS)
Cecily Raynor (McGill University)
Claire Williams (University of Oxford)
A noção de outsideness – de sentir-se ‘outro’, estar fora, não pertencer a um lugar ou a uma condição – é, conforme Mikhail Bakhtin, o mais poderoso fator à compreensão de uma cultura em relação a outras. À sensação de estraneidade junta-se a crise identitária em face do desajuste que permeia o ‘ser estrangeiro’, esteja ele dentro ou fora dos limites de sua terra-natal. Nesse sentido, a literatura brasileira contemporânea e, de modo mais amplo, as literaturas de língua portuguesa e latino-americanas, têm se ocupado intensamente da problemática que envolve o 'corpo-outro', a qual perpassa os mais diversos trânsitos espaço-temporais, a exemplo de diásporas, exílios e nomadismos, bem como os processos de (des/re)territorialização que acompanham a materialidade do que se faz alheio. Assim, esta edição da revista Nau Literária busca reunir estudos que deem conta da representação do estrangeiro pela literatura contemporânea, trazendo à luz deslocamentos, (não)pertencimentos e choques culturais que acompanham o indivíduo desterrado em suas geografias culturais e nas corporeidades a ele intrínsecas.
Prazo para submissão: 30 de abril de 2021
A seleção dos artigos para publicação toma como referência sua contribuição aos estudos literários, a originalidade ou o tratamento dado ao tema, a consistência e o rigor da abordagem teórica. Cada artigo é examinado pelo menos por dois membros do Painel de Pareceristas (ou especialistas ad hoc), sendo necessários dois pareceres favoráveis para que seja recomendado para publicação.
Data Limite para Submissão
Imagem
Nau Literária
ISSN
19814526